Existe uma coisa nos designers: muitos deles adoram fazer uma enorme coleção de tipos de letra em seus computadores. Eu também tenho minha “pequena” coleção de mais de 5 mil tipos em meu computador pessoal. E antes de começar a criar qualquer coisa nova, sem guias de comunicação/aplicação visual, o designer abre seu programa de criação favorito e gasta algum tempo testando algumas soluções visuais e propondo brincadeiras com cores, espaçamento de letras, soluções de alinhamento, etc. Quem trabalha com Mac costuma utilizar um gerenciador de fontes para aliviar a memória do computador. Fui atrás de uma solução para o Windows e uso o programa Extensis Suitcase, excelente programa para este problema.
Quem nunca precisou instalar uma fonte no Windows e jogou o arquivo lá na pasta de Fontes do sistema? Quanto mais arquivos existirem lá, mais o sistema operacional ficará lento pra tudo pois ele costuma acessar esta pasta freqüentemente. O Suitcase cria uma lista de tipos salvos em uma pasta definida pelo usuário e, quando o uso de qualquer fonte for necessário, é só ativá-la, permanente ou temporariamente, e o programa disponibiliza o arquivo pra uso em qualquer programa.
Na internet, entretanto, webdesigners não podem usufruir de tantos recursos gráficos. Com o uso de imagens, é possível abusar um pouco de diferentes formatos de letra mas o tamanho final do arquivo da imagem pode atrapalhar um lay-out muito elaborado. Arial, Times New Roman, Verdana, Georgia e Tahoma são algumas das fontes disponíveis em textos da internet. Essas e algumas poucas outras fazem parte do pacote básico instalado no Windows XP. E de um tempo pra cá são estas fontes que uso para criar qualquer lay-out que faço.
Não estou reclamando não. Apesar de não utilizar algumas “fontes da moda”, mais modernas e diferentes, tenho praticado o bom senso e um certo minimalismo. Estes novos trabalhos não são nada inferiores se comparados aos trabalhos mais antigos, que utilizam fontes diferentes.
Infelizmente não achei o artigo que li há algum tempo e que mostrava isso. Existe um designer famoso por se impor este limite gráfico. Ele se priva dos novos tipos pois acredita que aqueles que vieram instalados no computador são conhecidos, possuem leitura fácil e conseguem transmitir a idéia do texto onde estão aplicados mais rápido. E ele tem razão. (^_^)
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