Depois de um longo tempo sem escrever, tentarei justificar um pouquinho essa minha ausência. Tantas coisas aconteceram mas não tive vontade de compartilhar nada até agora…

A face chata da internet

Depois de tanto tempo dedicado à internet, seja no trabalho ou por diversão, os códigos e as normas da rede me cansaram um pouco. Mas o que mais pesou foi a sensação de estagnação que estava sentindo. Estava trabalhando em uma empresa onde eu não possuía liberdade de decisões embora não recebesse ordens de ninguém. Também era cobrado indireta e constantemente para entregar um material de qualidade que sempre era desconfigurado e desmanchado de sua essência. Se você está confuso lendo estas palavras imagine como me sentia enquanto trabalhava naquela empresa.

Então resolvi continuar trabalhando e imaginei que conseguiria procurar outro emprego. Não conseguia. A minha desmotivação era tão grande que comecei a me conformar com ela. Mas sempre tentei ser o mais profissional possível e acho que nunca deixei que a qualidade de meu trabalho caísse.

Até que um convite inesperado surgiu: uma vaga de diretor de arte estava aberta em uma das maiores agências de publicidade da região. É onde trabalho agora e minha sensação de estagnação foi embora. Estou me sentindo “desafiado” novamente… de um jeito saudável, é claro!

A faculdade e a vida profissional

Quando eu era adolescente sempre admirei meus colegas de faculdades que conseguiam conciliar seus estudos e o pouco tempo que tinham por causa do emprego. Eu que tinha muito tempo de sobra sempre acabava correndo contra o tempo para fazer os trabalhos da faculdade. Hoje estudo e trabalho assim como meus antigos colegas. E entendi que eles se tornaram mestres no malabarismo da divisão do tempo que sobra na correria diária e que acaba ceifando boas horas de sono e de descanso.

E seus trabalhos

Os professores da faculdade têm exigido uma série de trabalhos, é óbvio! E, apesar da correria, até que estou gostando bastante deles. Eles acabarão integrando com destaque meu portfolio! Confira alguns abaixo:

Capa de livro: Macunaíma Capa de livro: Uma janela em Copacabana Capa de livro: O menino que chovia Capa de livro: Produção Gráfica para Designers Scraping Book: Coisas de Santos Scraping Book: Parque de diversões Coleção de livros Design.BR

Link dos livros utilizados nos trabalhos:

22 abr 2008

Blog, Design

Sem tipo

fontbot_001_helbotica.jpgExiste uma coisa nos designers: muitos deles adoram fazer uma enorme coleção de tipos de letra em seus computadores. Eu também tenho minha “pequena” coleção de mais de 5 mil tipos em meu computador pessoal. E antes de começar a criar qualquer coisa nova, sem guias de comunicação/aplicação visual, o designer abre seu programa de criação favorito e gasta algum tempo testando algumas soluções visuais e propondo brincadeiras com cores, espaçamento de letras, soluções de alinhamento, etc. Quem trabalha com Mac costuma utilizar um gerenciador de fontes para aliviar a memória do computador. Fui atrás de uma solução para o Windows e uso o programa Extensis Suitcase, excelente programa para este problema.

Quem nunca precisou instalar uma fonte no Windows e jogou o arquivo lá na pasta de Fontes do sistema? Quanto mais arquivos existirem lá, mais o sistema operacional ficará lento pra tudo pois ele costuma acessar esta pasta freqüentemente. O Suitcase cria uma lista de tipos salvos em uma pasta definida pelo usuário e, quando o uso de qualquer fonte for necessário, é só ativá-la, permanente ou temporariamente, e o programa disponibiliza o arquivo pra uso em qualquer programa.

Na internet, entretanto, webdesigners não podem usufruir de tantos recursos gráficos. Com o uso de imagens, é possível abusar um pouco de diferentes formatos de letra mas o tamanho final do arquivo da imagem pode atrapalhar um lay-out muito elaborado. Arial, Times New Roman, Verdana, Georgia e Tahoma são algumas das fontes disponíveis em textos da internet. Essas e algumas poucas outras fazem parte do pacote básico instalado no Windows XP. E de um tempo pra cá são estas fontes que uso para criar qualquer lay-out que faço.

Não estou reclamando não. Apesar de não utilizar algumas “fontes da moda”, mais modernas e diferentes, tenho praticado o bom senso e um certo minimalismo. Estes novos trabalhos não são nada inferiores se comparados aos trabalhos mais antigos, que utilizam fontes diferentes.

Infelizmente não achei o artigo que li há algum tempo e que mostrava isso. Existe um designer famoso por se impor este limite gráfico. Ele se priva dos novos tipos pois acredita que aqueles que vieram instalados no computador são conhecidos, possuem leitura fácil e conseguem transmitir a idéia do texto onde estão aplicados mais rápido. E ele tem razão. (^_^)

Foto: http://www.invdr.com/invdr_portfolio_fontbots.html

Em novembro do ano passado decidi mudar meu site antigo de cara, nome, endereço e propósito. O blog sem nome chamado o(n_n)o se transformou no Vício Criativo e um planoque não deu muito certo ― foi traçado para que a transição fosse feita sem prejudicar o site antigo e minimizar o potencial do site novo.

FInalmente, semana passada apliquei o novo lay-out no Vício e terminei no último sábado. No domingo, descansei! (^_^) E arrumei algumas coisas que passaram na correria da última semana. Está quase tudo pronto! Digo quase pois ainda faltam algumas coisas como:

  • Criar uma folha de estilos para acesso otimizado do site para celulares;

  • Escrever o texto da página “Sobre”;

  • Escrever o texto da página “Contato”;

  • Criar e formatar uma categoria especial de artigos pequenos e de leitura rápida;

  • Formatar, criar e catalogar meus trabalhos no “Portfolio”.

Mas eu sabia que o processo de mudança do site antigo para o Vício teria estas etapas e não pretendo colocar os carros na frente dos bois. Quero que tudo aconteça ao seu tempo, sem qualquer correria e repentes. Tudo será publicado com a máxima certeza e cuidado. Acho que nunca fiz nada com tanto apreço pra mim mesmo e espero que isto agrade quem visita este site. Tenha certeza de que estou satisfeito com os resultados que estou obtendo!

gibbes_9_1.jpgUma das piores coisas que eu sinto quando termino meus trabalhos é a falta de certeza se o resultado obtido é mesmo adequado às necessidades do cliente. Mesmo quando o cliente aprova o trabalho e, em alguns casos, elogia a qualidade dele. Já devo ter escrito sobre isso em algum lugar neste blog, de maneira diferente, mas com a mesma sensação. Geralmente, designers lutam tanto por suas idéias e convicções que parecem certos do que pensam, seguros sobre seus atos e decisões.

Sempre imaginei que isto deveria ser resultado de uma base concreta, de uma formação catedrática, de um ótimo curso. Mas quando vejo alguns trabalhos premiados e elogiados e, nestes quase 6 anos trabalhando na área gráfica/digital, cansei de ver muita coisa repetida, sem originalidade, ou simplesmente igual. Começo, por exemplo, apontando vários sites de portfolio de trabalhos de profissionais da área. Muitos são iguais em construção, acabamento, efeitos, tipografia, esquema de cores, etc.

Mas, como muitos devem ter passado pela faculdade, alguns cursado pós-graduação, penso se estou agindo errado, pensando errado, criando errado. Esta semana me deparei com o exemplo de David Carson, um designer autodidata que se destacou experimentando com tipografia na revista Ray Gun, que concedeu uma entrevista ao site Netdiver dizendo que, entre outras coisas, também não tinha tanta certeza de que estava fazendo a coisa certa.

Não lembro agora mas acho que meu primeiro diretor, primeiro empregador da área de design, também não possuía formação. Talvez seja por isso que conquistei uma vaga lá. Quem se arrisca nesta área sem ter estudado parece ter um pouquinho mais de valor! (^_^) Que bobagem... Só sei que, apesar de todas as dúvidas que ainda surgirão em mim, não estarei amarrado a nenhuma regra imposta pelo conhecimento acadêmico. E isso é bom, arriscar e pensar diferente é sempre bom.

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