Ah, a internet. Essa rede que abriga tanta informação e torna acessível a qualquer os mais misteriosos conceitos acadêmicos. Esse universo mágico que aparece dentro da tela do monitor… E mesmo depois de tanto tempo disponível a todos que possuem acesso a ela, ainda existem empresas que tentam lucrar com ela da maneira mais porca: vendendo cursos “profissionalizantes” para leigos. Eu já escrevi sobre isso antes e estou voltando ao assunto de novo. Enquanto existirem empresas vendendo este tipo de curso de webdesign, sem qualquer preocupação de ensinar o mínimo de noções de arte e design, a falta de respeito pela profissão permanecerá. Diz lá no Wikipédia sobre o que é webdesign:
O web design é uma extensão da prática do design, onde o foco do projeto é a criação de web sites e documentos disponíveis no ambiente da web.
O web design tende à multidisciplinaridade, uma vez que a construção de páginas web requer subsídios de diversas áreas técnicas, além do design propriamente dito. Áreas como a arquitetura da informação, programação, usabilidade, acessibilidade entre outros.
A preocupação fundamental do web designer é agregar os conceitos de usabilidade com o planejamento da interface, garantindo que o usuário final atinja seus objetivos de forma agradável e intuitiva.
Muitos destes cursos deficitários em design são focados no ensino do domínio de determinados softwares e quase nada da vivência real do profissional. Assim dá até pra entender que não exista ainda regulamentação oficial da profissão de webdesigner no Brasil. Muitas outras carreiras relacionadas à internet também estão na mesma situação “clandestina” perante às leis brasileiras. A empresa onde trabalho registra todos seus profissionais, programadores e webdesigners, como assistentes de manutenção de informática.
Não existe diferença entre o que eu faço e meu colega técnico em informática, um criando sites e outro consertando computadores e montando redes. Não quero dizer que uma atividade possui menor importância que a outra. São ramos de atividade totalmente diferentes ainda vistas de um mesmo modo pelo governo…
Foto: http://www.flickr.com/photos/rbos/1470224762/, do Ruben Bos
No início de 2008, uma aparente fraude no ranking do Youtube causou burburinho acalorado entre usuários do site e fãs da banda brasileira que faz muito sucesso fora do país Cansei de Ser Sexy. Um clipe feito por um fã da banda montou um videoclipe com cenas da banda, enviou pro Youtube e se tornou o vídeo mais assistido do site. Parece que o site retirou este vídeo de seu arquivo mas ele pode ser conferido no MySpace. Muitos acharam que a duvidosa popularidade deste vídeo fosse um erro do sistema do Youtube… Mas muitos se esqueceram que o Google, dono do Youtube, pode ter influenciado em alguma coisa.
Acontece que ao buscar alguma coisa no Google, vídeos do Youtube podem ser sugeridos como conteúdo relevante logo nas primeiras páginas de resultado. Tente buscar por exemplo “CSS” no Google. Apareceu algum resultado da banda Cansei de Ser Sexy? Talvez não. CSS é uma sigla em inglês que significa Cascading Style Sheets. Em bom português: Folha de Estilos utilizados para formatar visualmente uma página HTML. Hoje utilizar CSS na construção de sites é muito recomendável pois facilita uma melhor interpretação do código-fonte, separando a estrutura HTML básica de formatações de cores, fontes, tamanhos, entre outras regras.
Apesar de bem documentado, a aplicação destas folhas de estilo em sites ainda são muito exemplificados em guias e tutoriais aos montes na internet. Qualquer pessoa, iniciante ou não na utilização de CSS, costuma buscar melhores jeitos de utilizar os códigos. Igual dona-de-casa em busca de novas receitas para aquele doce que já sabe fazer.
Voltando ao caso do vídeo do CSS, a busca de CSS no Google pode ter influenciado o Youtube a considerar o vídeo do fã do CSS relevante nas buscas. Algumas pessoas devem ter encontrado desta maneira o vídeo e o indicado a amigos, assim como todo mundo faz… Você sabe o que isso vira: o amigo recebe a indicação, assiste ao vídeo, envia pra mais amigos, etc, etc. O vídeo virou o hit do site.
Até o Governo brasileiro quer usar um pouquinho do poder do CSS. Transformou a “bendita” e extinta CPMF em CSS - Contribuição Social para a Saúde. Se antes você era obrigado a pagar 0,38% do valor movimentado, agora você pagará, a partir de 2009, “apenas” 0,1%. Espero que esta nova cobrança tenha efeitos positivos pois a extinta CPMF fora criada pelo igual propósito de ajudar a melhorar a área da Saúde…
© 2005 - 2008, Rodrigo Marques de Novais - Alguns direitos reservados
RSS Feed | Movable Type Open Source