A onda de trabalhos acabou ontem mas só hoje tive vontade de escrever
alguma coisa. Na verdade, estava pensando no que escrever desde ontem
mesmo... Eu estava lendo notícias sobre as últimas novidades em
videogames, uma coisa que gosto de fazer pois sou um gamemaníaco
assumido. Especulações sobre a geração seguinte andam surgindo: PS3,
Xbox 360° e Revolution são as grandes novidades da Sony, Microsoft e
Nintendo, respectivamente.
Isso me fez pensar quando essas
máquinas chegaram até mim. Eu tive um Atari. Isso faz tempo... Na época
em que ganhei esse console, eles estavam saindo de linha e, claro,
ficando baratos. Por isso tive um. Gostava de gastar horas e horas com
Frostbite, Enduro, Snoopy, Pitfall, etc. Minha mãe corria com os
serviços domésticos, literalmente, tudo pra jogar comigo. Bons
tempos... Na TV, tinha Rá-Tim-Bum, Glub-Glub, O Mundo da Lua e
Professor Eureca (aquele do japonês, sabe?).
Depois acho que ele
quebrou e não foi para o conserto. Então, fiquei um tempão sem lembrar
de videogames. Até ir um dia na casa de um amigo e encontrar um Master
System. Confesso que não morri de amores pelo "poderoso" videogame,
não. O único game que me atraiu foi Castle of Illusions, que tinha
Mickey Mouse como herói. Mas o controle do Master era um pouco frágil,
na minha opinião. Realmente, esse console não era pra mim. Fui ganhar
um Mega Drive algum tempo depois. Meus vizinhos já tinham um e, claro,
eu não podia ficar sem. Era início da minha adolescência, se me lembro
bem.
O Mega, ao contrário do seu irmão mais velho Master, era
muito mais bacana. Viciei com facilidade em Sonic, Grand Prix, Gungstar
Heroes, entre outros. Ganhei a companhia dos meus pais agora, tudo por
conta de alguns títulos de pinball que Mega tinha na lista de jogos.
Eles ainda lembram com saudade dessa época de Mega Drive. Foi nessa
época 16-bits que comecei a ler notícias sobre videogames. E, então, me
apaixonei por uma marca que ainda significa muito pra mim. Confesso que
não uso grifes de roupa, tênis, computador, banda... Não gosto da idéia
de calçar um Nike, por exemplo. Uso tênis. A marca é o que menos
importa. Compro pelo preço e pela aparência da peça. Mas isso fica pra
escrever outra hora.
Nintendo. Quando comecei a reparar nos
jogos do SNES, e a compará-los com os similares do Mega Drive, virei fã
instantaneamente. Grito pra todo mundo ouvir: sou Nintendista de
carteirinha. Então, fui alimentando a vontade de possuir um SNES aos
poucos, mas sempre tive a certeza de que nunca teria um. Mas tive. Foi
no dia de Natal e todos os meus familiares estavam reunidos na casa da
minha vó. Só retornamos pra casa no dia seguinte e tivemos que
enfrentar um pesadelo: a nossa casa tinha sido assaltada. A lembrança
da expressão no rosto da minha mãe ao rodar a chave na porta, e
perceber que algo de estranho acontecera, até hoje me deixa triste e
consternado. Vídeo cassete e o Mega Drive foram levados, além de um
pouco de dinheiro, guardado em casa. A casa tinha sido deixada de
pernas pro ar. Foi o pior Natal da minha vida...
Mas meu pai
tinha acabado de fazer um seguro para a nossa casa. Então eu poderia
ter um videogame de novo, pago pelo seguro! (^_^) E, é claro, troquei o
Mega Drive pelo SNES. Meus pais foram contra mas eu bati o pé. Sabe
como são as crianças quando querem, por que querem, alguma coisa. Era a
época da Playtronic, representante oficial da Nintendo no Brasil. Fiz
questão de ter um produto legítimo. Eu sempre corria pra frente da TV
pra jogar o meu querido SNES. Mas logo surgiram os 32-bits: 3DO, Saturn
e Playstation. Eu lia nas revistas que o SNES já não era considerado o
melhor videogame e fui acompanhando o fim da produção de games pro
console. Lembro com saudade dos vários jogos do Mario, Final Fantasy,
Crono Trigger, Street Fighter, Kirby, Starfox, etc. Hoje, quando sinto
saudade, jogo emuladores de SNES no meu PC. Mas não é a mesma coisa...
Apesar
de ter um SNES, eu sempre olhava com carinho para o s Gameboys da
vitrine da loja. A idéia de poder jogar em qualquer lugar e ver
gráficos monocromáticos era muito diferente e atraente pra mim. Nunca
tive um, entretanto. Acabei jogando através de emuladores pra PC bem
mais tarde. Tive também o Saturn. Antes, tive que vender meu SNES pra
conseguir convencer meu pai que eu deveria ter outro videogame. Mas a
história da compra do Saturn é confusa. Na loja, tive que optar entre o
Playstation e ele. A marca da Sega falou mais alto pra mim, e pro meu
pai, por causa do Mega Drive. Talvez ele tivesse continuações daqueles
jogos que gente gostava tanto de jogar. Ledo engano. O Saturn foi um
retumbante fiasco. E eu entrei bem. Além de todos os acessórios pro
console serem mais caros do que os acessórios do Playstation, os jogos
eram muito piores dos que os apresentados no outro console. No fim das
contas, ele acabou sendo encostado antes do tempo. E ficou pegando
poeira por um bom tempo, antes do meu pai conseguir algum comprador pro
Saturn.
Aí, eu fiquei sem videogame por mais um tempo. Ganhei um
PC Pentium 150 MHz. O mais poderoso da época! E corri atrás dos
emuladores de Mega Drive, SNES e, claro, Gameboy. Como já disse, jogar
no PC não é a mesma coisa que jogar de frente pra TV, segurando um
joystiq na mão. Mas consegui me divertir bastante nesse período. E
acompanhei, do começo ao fim, a geração Gameboy Color. Era a época do
reinado do Playstation e do ultra potente Nintendo64. E eu me
contentava com Pokémon. Confesso que alguns jogos eram bem monótonos
mas eu não esqueço do Mario Golf, Mario Tennis e Zelda pro Gameboy
Color.
Depois, vieram o PS2, o Gamecube e o Xbox. Também
apareceu mais uma versão do Gameboy: o Advance. Percebi que tinha sido
deixado pra trás mais uma vez... Meu computador já não rodava
emuladores de Advance. E não havia nenhuma perspectiva de ganhar um
console do meu pai. Foram tempos difíceis pois minha família
atravessava aquelas épocas em que ninguém tinha dinehiro pra nada. Nem
eu. Como não era mais lançado jogos pro Gameboy Color, passava horas
inventando sites na internet. Eu já estudava na faculdade de
arquitetura, que cursei até o 3°. ano e tive que pará-la porque não
tinha grana pra bancar a mensalidade. Não trabalhava porque não tinha
qualificação pra nada. Nem estágio não remunerado consegui arranjar.
Foi barra porque eu já não era adolescente. Eu entendia que estava
ocioso e que não era legal depender dos meus pais pra tudo.
Mesmo
assim, fiquei mais dois anos parado. Até, finalmente, conseguir
entender que gostava de artes visuais, que havia aprendido a linguagem
do Flash sozinho, que internet era a minha praia, e que era isso que
queria pra minha vida. Hoje, isso não pode fazer muito sentido pra
alguns jovens que já nasceram sabendo Actionscript, a linguagem dos
filmes Flash. Mas eu tive que enfrentar a resistência e a desconfiança
da minha minha família quanto ao que eu estava fazendo... Enfim, essa
fase pode ser melhor explicada outra hora. Fui atrás de emprego,
consegui, comprei um PC mais novo e fui jogar GBA pelo emulador. Foi
como reviver a época do SNES. Também joguei pelo computador o
Nintendo64 e entendi porque a Nintendo deixou de lado a mídia CD, uma
coisa que foi repudiada pelos aficcionados do PS1. O N64 simplesmente
não precisava deles!
A Nintendo sempre introduziu as novidades
dos videogames. O Nintendo 8-bits reacordou a indústria que o Atari
deixou morrer anteriormente. O SNES trouxe recursos de zoom e o jogo
Starfox foi o primeiro a utilizar a tecnologia 3D em games caseiros
(alguns arcades e jogos pra PC já apresentavam os primeiros jogos 3D).
O Nintendo64 apresentou o controle analógico, o rumble pack e a
tecnologia 3D que evita que a textura dos ambientes virtuais virem
grandes quadradões (coisa que o PS1 tinha). O Gameboy apresentou a
interconectividade entre consoles. Todas essas coisas que Nintendo
criou viraram padrões nos consoles da atual geração. E com o NintendoDS
e o prometido Revolution, a Nintendo continua apresentando novidades
interessantes.
É por tudo isso que eu digo que a Nintendo é a melhor produtora de games! Apesar de ter acabado de comprar um PS2...